domingo, 31 de julho de 2016

Juntas somos mais

Olhando para trás, este último mês pareceu um lindo sonho. Um mês inteirinho com a minha namorada sem que nenhuma de nós estivesse a trabalhar. Sei que não me posso exactamente queixar, porque aproveitamos ao máximo este tempo juntas. Como sempre fazemos, aliás. O facto de vivermos em lados opostos do mundo faz com que cada minuto juntas se torne um momento especial e tentamos tirar o máximo partido disso. Voltar novamente a ter de usar o whatsapp e o skype custa muito. 
Desde o dia em que ela chegou e eu a abracei com uma enorme alegria no peito até ao dia em que a vi subir as escadas rolantes do aeroporto para me desaparecer da vista, posso dizer que fui feliz. Bem sei que parece, e talvez seja, piroso dizer que ela faz de mim uma melhor pessoa, mais feliz, mais eu, mas é isso que sinto sempre que estamos juntas. Ela vê em mim qualidades que eu, por vezes, não sou capaz de ver e, o facto de ela acreditar que eu sou tudo aquilo que ela crê que sou, talvez me acrescente na realidade algo mais e me transforme um bocadinho mais na pessoa que afinal sempre foi suposto eu ser. Gosto de acreditar que a isso se chama amor.
Juro que enquanto ela subia naquelas escadas e se afastava cada vez mais de mim, as cicatrizes no meu peito voltavam a abrir e os meus olhos transbordavam enquanto ela me mandava beijos e eu lia nos lábios dela um I love you silencioso. Ela desapareceu nas entranhas do aeroporto e a maldita solidão voltou. 

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